<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303</id><updated>2012-02-16T18:34:01.050-08:00</updated><category term='greve'/><category term='sindicato'/><category term='ano novo'/><category term='Gramsci'/><category term='Voto'/><category term='capital'/><category term='violência urbana'/><category term='Esquerda'/><category term='educação'/><category term='sociedade industrial'/><category term='tipos de violência'/><category term='consciência de classe'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Estado'/><category term='ideologia'/><category term='psicologia'/><category term='marxismo'/><category term='alienação'/><category term='lutas'/><category term='professores'/><category term='comunismo'/><category term='violência escolar'/><category term='pedagogia'/><category term='Fromm'/><category term='Escola de Frankfurt'/><category term='Freire'/><category term='trabalho'/><category term='mestrado'/><title type='text'>(H)à Esquerda!?</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-7919035203419574445</id><published>2011-07-21T14:32:00.000-07:00</published><updated>2011-07-21T14:32:23.712-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sindicato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esquerda'/><title type='text'>A esquerda e a atual luta sindical no Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r5Bsg7kGx2c/TiiTrPLMntI/AAAAAAAAAB4/VPcYO2zvoSs/s1600/comunismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://1.bp.blogspot.com/-r5Bsg7kGx2c/TiiTrPLMntI/AAAAAAAAAB4/VPcYO2zvoSs/s320/comunismo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As greves de servidores do Rio de Janeiros (Bombeiros e Profissionais da Educação) demonstra um novo folego das lutas proletários, num ramo não tanto tradicional da classe - o funcionalismo público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta luta tem ganhado cada vez mais adesão e com isso mais espaço na mídia burguesa. E fazia tempo que greves no Rio de Janeiro eram esquecidas pelos jornalistas cariocas. A radicalização dos bombeiros e o apoio popular a estes fez com que a mídia fosse obrigada a rever sua posição para não perder a credulidade (ou credibilidade) da população.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, e as esquerdas onde estão no meio desta luta? Pelo menos entre os profissionais de Educação aparecem as mesmas organizações de sempre: discutindo conjuntura e preparando seus aparelhos. O PT está mal das pernas no movimento, pois já passou a tempos a ser um partido da ordem burguesa e orgânico ao Estado Burguês; O PSTU e o Psol mantém-se na postura pseudo-radical, mas com as esperanças voltadas para o futuro crescimento partidário e quiça ganhos eleitorais. Não é atoa que a mídia disparou seu veneno burguês em entrevista com uma diretora do SEPE-RJ: criticando, hipocritamente, a&amp;nbsp;pretensão&amp;nbsp;eleitoral de dirigentes do sindicado ou dos partidos que ganham "publicidade" no atos sindicais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto há vários grupos e indivíduos autônomos que organizam a luta de modo não tradicional, uma verdadeira guerra digital, através de redes sociais na internet - inclusive recrutando novos grevistas e organizando atos. Mas, como não poderia deixar de ser a falta de organização leva somente a movimentos efêmeros sem grande possiblilidade de pensar a transformação a longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O movimento sindical nunca foi e nem será um movimento para a transformação da sociedade, mas sim um espaço de&amp;nbsp;reivindicação&amp;nbsp;de melhores condições de vida dos proletários no sistema capitalista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Os partidos de esquerda&amp;nbsp;&lt;b&gt;devem&lt;/b&gt; participar deste movimento, no entanto, com o cuidado de não achar que este espaço é revolucionário ou que é um aparelho para finarciar campanhas eleitorais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-7919035203419574445?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/7919035203419574445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2011/07/esquerda-e-atual-luta-sindical-no-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/7919035203419574445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/7919035203419574445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2011/07/esquerda-e-atual-luta-sindical-no-rio.html' title='A esquerda e a atual luta sindical no Rio de Janeiro'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-r5Bsg7kGx2c/TiiTrPLMntI/AAAAAAAAAB4/VPcYO2zvoSs/s72-c/comunismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-5224726160643104650</id><published>2010-12-23T05:12:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T05:12:09.895-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gramsci'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>GRAMSCI, TRABALHO E EDUCAÇÃO.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;No Brasil dos anos 1970, emerge uma moda gramsciana, pois esta teoria remeteria a uma guerra de posição, já que os movimentos comunistas tradicionais (PCB) e radicais (Luta Armada) – guerra de movimento – haviam fracassado. Gramsci aparece como um revolucionário moderado, mas adequado à situação de “abertura gradual” e conservadora no Brasil (cf. Nosella, 1992). Ele emerge em conjunto com o movimento de luta democratizante, sendo o ícone da guerra de posição, a luta anti-hegemônica, da disputas pelos pequenos espaços na sociedade civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Gramsci torna-se paradigmático na pedagogia brasileira através do surgimento da pedagogia histórico-crítica, que tem como principal teórico e fundador o Professor Demerval Saviani, que lança suas bases nos artigos que depois foram reunidos no livro Escola e Democracia (2008). Esta corrente pedagógica influencia a maioria dos trabalhos teóricos de orientação marxista, atualmente, no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Nosella, em um artigo recente, relembra as discussões do período de formação da corrente pedagógica aqui referida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Teoricamente, o debate dos educadores encontrou nos escritos de Antonio Gramsci um grande alento. Presenciamos a uma verdadeira “gramscimania”, isto é, a uma excepcional difusão dos escritos desse intelectual marxista italiano. Calcula-se que mais de 40% das dissertações e teses de pós-graduação em educação, produzidas na década, citavam Gramsci como principal referência teórica. Suas frases eram citadas, em epígrafe, nos projetos ou nas propostas de política educacional de várias secretarias de Educação, estaduais e municipais. O nome de Gramsci era citado com grande freqüência nos congressos e nas reuniões das várias associações científicas e sindicais dos educadores. A literatura sobre ele e dele era sempre bem-vinda e até mesmo bem vendida.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O primeiro saldo positivo decorrente dessa onda de estudos marxistas, sobretudo da visão gramsciana, foi o abandono por parte dos educadores do velho marxismo ortodoxo stalinista e a adoção sistemática da crítica ao tradicional didatismo técnico. Privilegiou-se a visão teórica que explica o fenômeno escolar pela sua relação com a sociedade, com a economia e com a política. O discurso repleto de citações gramscianas ra, para os educadores de duas décadas passadas, elemento de distinção cultural que os prestigiava com relação aos tradicionais pedagogos didatistas. Gramsci e também Paulo Freire tornaram-se bandeiras de orgulho e estímulo para a organização político-sindical dos pedagogos. (Nosella, 2005. p. 226)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Saviani se expressa através de um evidente cabedal teórico gramsciano, no seu livro Educação: do senso comum à consciência filosófica (1980) ele expõe seu método e suas convicções, no entanto nega que a introdução de seu livro seja um estudo sobre Gramsci:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;No primeiro caso trata-se de uma interpretação que incide sobre o texto introdutório, que recebeu o mesmo título do livro, tomando-o isoladamente e considerando-o como sendo uma leitura de Gramsci. A esse respeito cumpre esclarecer que de forma alguma se pretendeu, naquele texto, apresentar uma leitura de Gramsci. O objetivo do texto era muito simples e despretensioso. Pretendia tão-somente justificar o título dado ao conjunto de ensaios reunidos nesta obra. Se foram feitas diversas citações de Gramsci, isto ocorreu simplesmente porque a temática concernente à relação entre senso comum e filosofia é constante e central no pensamento gramsciano. E, ainda que eu tenha me preocupado com essa problemática, independentemente da influência do vigoroso pensador italiano, não senti necessidade de o proclamar, preferindo, ao contrário, realçar a relevância do tema, pondo em evidência que tais preocupações já estavam fortemente presentes num autor hoje considerado clássico.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 1.0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;É evidente no texto de Saviani a influência de Gramsci, que apesar “não proclamada” está implícita em seu discurso de introdução aos artigos publicados em sua obra. Além de Gramsci, Marx e Kosik figuram como referenciais teóricos privilegiados pelo autor. Esta tríade de autores será base teórica para formação da chamada pedagogia histórico-crítica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Saviani (1984) faz breve apresentação de alguns desses conceitos e aproxima a função do educador a formação de um bom senso. Para esta nova pedagogia os conteúdos tornam-se fundamentais, pois a Cultura e a educação escolar, em seu caráter contraditório e mediador faz com que os estudantes rompam com as concepções folclóricas (senso comum) e partem para o bom senso:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;Considerando-se que "toda relação de hegemonia é necessariamente uma relação pedagógica", cabe entender a educação como um instrumento de luta. Luta para estabelecer uma nova relação hegemônica que permita constituir um novo bloco histórico sob a direção da classe fundamental dominada da sociedade capitalista — o proletariado. Mas o proletariado não pode se erigir em força hegemônica sem a elevação do nível cultural das massas. Destaca-se aqui a importância fundamental da educação. A forma de inserção da educação na luta hegemônica configura dois momentos simultâneos e organicamente articulados entre si: um momento negativo que consiste na crítica da concepção dominante (a ideologia burguesa); e um momento positivo que significa: trabalhar o senso comum de modo a extrair o seu núcleo válido (o bom senso) e dar-lhe expressão elaborada com vistas à formulação de uma concepção de mundo adequada aos interesses populares. (p.11)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Além do próprio Saviani, trabalharemos alguns de seus principais orientandos: Cury, Namo de Mello, Nosella e Frigotto; que em conjunto com Saviani formaram o núcleo desta corrente durante os anos 1980.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Cury, que no mestrado estudara a relação entre liberais e católicos na pedagogia brasileira, em sua tese de doutorado dedica-se a formulação teórica das bases da corrente pedagógica nascida entre os orientandos de Saviani. Seu trabalho é publicado, cinco anos depois, sob o título Educação e Contradição e tem por objetivo clarificar as categorias chaves desta nova pedagogia, cujos mestres teóricos seriam Marx e Gramsci:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;As categorias da contradição, totalidade, mediação, reprodução e hegemonia são mutuamente implicadas e de tal forma que a exposição e explicação de uma já é e exige a explicação e exposição das outras. Dessa forma, pretende-se categorias dialetizadas que se mediem mutuamente. A categoria da contradição, para não se tornar cega, só se explicita pelo recurso à da totalidade. Essa, por sua vez, para não se tornar vazia, necessita recuperar a da contradição em uma síntese mais abrangente. Consequentemente, exige a superação dos dualismos ou reducionismos. A categoria da totalidade, por sua vez, exige uma cadeia de mediações que articule o movimento histórico e os homens concretos. Semelhantemente às cadeias de mediações, numa totalidade concreta e contraditória (como é a sociedade capitalista), necessitam explicitar o que mediar. Nesse caso é necessário o recurso à categoria da reprodução, porque o sistema vigente, ao tentar se reproduzir para se manter, reproduz as contradições dessa totalidade, reveladas em seus instrumentos e enlaces mediadores. E por fim a manutenção desse mesmo sistema, especialmente no caso da educação, implica a busca de um consentimento coletivo por parte das classes sociais. Daí o recurso à noção de hegemonia. Mas essa é uma noção dialetizada, e por isso mesmo ela não é compreensível sem a referência às contradições que a própria direção hegemônica busca atenuar.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Contrapondo as pedagogias reprodutivistas e estruturalistas, a educação é colocada no contexto de mediação e espaço de disputa contra-hegemônica. O conceito de contradição é o principal argumento para discutir contra a reprodução, porém este conceito ainda não é abandonado, somente mediatizado pelo conceito de contradição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Outra referencia citada por Saviani como fundamental para a formação teórica de sua corrente pedagógica foi a tese de Guiomar Namo de Mello, publicada em 1983 sob o título de Magistério de 1º grau: da competência técnica ao compromisso político. A categoria fundamental do trabalho, segunda a autora e seu orientador, é a Mediação. O conceito de mediação, segundo a autora, está implicado com o conceito de contradição e vai além da passagem de conceitos gerais aos mais simples. Partindo da crítica de Sartre a Marx, Mello chega a Gramsci para fixar o seu conceito:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;A melhoria de vida, a obtenção de melhor emprego, a aquisição de bens materiais, para os quais a escola pode ser importante, não configuram um projeto revolucionário nem levam por si mesmos a uma negação da dominação.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;Constituem, todavia uma expressão individualmente negadora da origem de classe, cuja passagem para um projeto coletivo vai depender da participação de cada indivíduo na dinâmica do social em suas várias outras instâncias, das quais o trabalho é a mais importante. Como mediação, a escolaridade pode contribuir para essa participação, mas não a determina nem a direciona.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;O que o saber escolar, quando bem apropriado, permite adquirir não é necessariamente um desvelamento completo da dominação. É apenas uma visão de mundo menos mística e folclórica, mais integrada. São habilidades básicas de comunicação, de cálculo, de conhecimentos do mundo físico e social. (p.31)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 1.0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;A questão da mediação não foi uma polêmica no grupo, mas sim o caráter que esta mediação educacional foi tomando durante o trabalho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;A competência técnica, o saber fazer bem, é a passagem, a mediação, pela qual se realiza um dos sentidos políticos em si da educação escolar, É com ela, a competência, e com ele, o sentido político em si, que pretendo, trabalhar na interpretação dos dados empíricos acerca das representações dos professores, tomando-os como uma das condições escolares. (p. 34)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Ao tomar a competência técnica como a mediação da educação escolar, Namo de Mello abandona os conceitos marxistas e gramscianos e busca na psicologia social e Verón e Moscovici meios de defender a culpabilização dos alunos pela incompetência dos professores, encoberta por perspectivas amorosas e paternalistas. Nosella (1983) ataca a autora por ver em sua tese uma volta ao tecnicista, mas esta é defendida por Saviani (2008) que consegue ver em sua perspectiva um vigoroso ataque ao inimigo comum (o estruturalismo/reprodutivismo). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;O GT Trabalho e Educação nasceu dentro do contexto das discussões educacionais gramscianas e marxistas que tinham como vértice a pós-graduação da Puc-São Paulo e, conseqüente mente de Saviani e seus orientandos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Conforme o artigo de Eunice Trein e Maria Ciavatta Franco (2002):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;Inicialmente o GT denominou-se Educação e Trabalho, mas a concepção de trabalho enquanto práxis humana, material e não-material, que constitui o trabalho como princípio educativo – e que portanto não se encerra na produção de mercadorias –, exige que a educação seja compreendida em suas múltiplas determinações, conforme o estágio do desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Dentro de uma visão dialética da história, no quadro dos estudos e publicações sobre Marx e Gramsci, formou-se a idéia de que não se pode compreender a escola dissociada da sociedade a que ela pertence. Nesse sentido, a escola e a educação não devem ser estudadas como unidades autônomas, mas dentro das relações sociais de que fazem parte. Essas reflexões determinaram a mudança do nome do GT para Trabalho e Educação [Kuenzer, 1987]. (p.144)&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Novos conceitos e categorias gramscianas passaram a ser paradigmáticas na formação do GT trabalho e educação: principalmente o de trabalho, como principio educativo e o conceito de educação politécnica ou tecnológica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Neste novo contexto surgem novos intelectuais que levaram as discussões adiante, entre eles Acácia Kuenzer, Gaudêncio Frigotto, Maria Ciavatta Franco, etc. Entre eles destacaremos Gaudêncio Frigotto, que segundo estudos é o autor mais citado atualmente nos trabalhos do GT Trabalho e Educação.&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/cassandra/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/trabalhos%20apresentados/Gramsci,%20trabalho%20e%20educa%C3%A7%C3%A3o%20entrega.doc#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;A tese de doutorado de Frigotto (2006), publicada como A produtividade da escola improdutiva em 1984, foi um marco na discussão sobre a Economia Política da Educação. Ainda pautada como oposição aos marcos teóricos reprodutivistas, avança teoricamente para uma análise da Educação no contexto das mudanças das relações capitalistas no final do século XX. Surge um novo antagonista para os pedagogos gramscianos: a Teoria do Capital Humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Assim as idéias pedagógicas do grupo, ao contrário da posição de Namo de Mello aparecem mediatizadas pelas relações sociais de classe retomando conceitos chaves de Marx – luta de classes, e de Gramsci – trabalho como princípio educativo e educação politécnica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Assim Frigotto coloca a visão de Gramsci:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;Gramsci, efetivamente, vai dar ao princípio do trabalho como elemento educativo, à inseparabilidade entre ensino e trabalho produtivo e ao caráter politécnico da escola única, uma dimensão mais ampla e cultural.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;(...)&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .05pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;A análise que Gramsci faz da escola única e do caráter poli&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .3pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;técnico da escola se situa, então, no bojo mais amplo da análise &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: -.05pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;que o mesmo faz da questão das classes sociais, da hegemonia, do &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: -.15pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;partido e do intelectual no contexto de um capitalismo monopolista. Subjaz à especificidade dessas análises uma questão fundamental que &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .05pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;une a reflexão teórica à prática política em Gramsci. Trata-se de &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .15pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;entender porque no interior do capitalismo monopolista, no Oci­&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;dente, a passagem para a sociedade socialista é mais complexa, e de &lt;span style="letter-spacing: .1pt;"&gt;se situar o espaço e os mecanismos onde se articula esta passagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .05pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;Ao buscar a resposta a essa questão, como vimos, Gramsci é &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .1pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;levado a desenvolver, no âmbito teórico e prático, a questão das &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .05pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;relações de classe, da hegemonia, do Estado, dos intelectuais, do &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-size: 11.0pt; letter-spacing: .15pt; mso-ansi-language: PT;"&gt;partido, da escola e sua função. (190-191)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Após, ou contemporaneamente a, Frigotto e ainda vinculados a PUC-SP e também ao GT - Trabalho e Educação, diversos pesquisadores debruçaram-se sobre os conceitos de educação politécnica, escola unitária e suas relações com o mundo do trabalho. A grande maioria dos trabalhos mantinha-se vinculada à teoria gramsciana, entre estes Lucília Machado e Acácia Kuenzer (que são referências básicas nas pesquisas no GT - Trabalho e Educação, ver tabela na nota 1, p.6), que irão trabalhar as concepções de educação unitária e politécnica em relação ao ensino profissionalizante e médio, respectivamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Gramsci tem o papel decisivo nestas teorias pedagógicas, não só por definir o trabalho como principio educativo, mas sim por desenvolver o conceito de hegemonia, que permite vislumbrar a educação como espaço da luta contra hegemônica e os conteúdos educacionais apreendidos como mediações para a superação do senso comum a caminho de uma consciência filosófica. A luta dos educadores gramscianos será por uma educação pública, unitária, porém politécnica – para garantir aos trabalhadores o domínio dos conhecimentos sistematizados pela cultura (burguesa) e o domínio das tecnologias, articulando assim trabalho manual e trabalho intelectual, Gramsci não só valoriza do papel do intelectual orgânico, mas também do intelectual tradicional que permite a sistematização do conhecimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Não cabe neste trabalho a discussões sobre outras concepções marxistas de educação, nem o julgamento das posições de Antonio Gramsci em relação as perspectivas de uma revolução socialista ou da transição ao reino da liberdade. Assim ficam para um futuro trabalho as contraposições ao conceito de hegemonia e a eleição da sociedade civil como espaço privilegiado para as lutas contra-hegemônicas (lutas de classe). A pedagogia gramsciana brasileira nasce das críticas às pedagogias estruturalistas e reprodutivistas, e estas nasceram de uma leitura de Gramsci, este debate cíclico merece um retorno aos clássicos – discutindo as concepções marxianas que deram origem as idéias aqui em destaque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Cabe ainda, à guisa de consideração parcial, dizer que estas discussões gramscianas serviram de base teórica para várias lutas por dentro dos sistemas educacionais, seja nas discussões sobre a legislação (da Constituição de 1988 aos decretos sobre educação profissional), a favor de educação de perspectiva crítica e ampla, como nos sindicatos docentes e de trabalhadores de educação. Assim sendo, cresce sua importância para uma analise a partir perspectiva marxista da educação brasileira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Referências Bibliográficas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;FRANCO, Maria A. Ciavatta e TREIN, Eunice. &lt;b&gt;O percurso teórico e empírico do GT Trabalho e Educação:&lt;/b&gt; uma análise para debate. In: Revista Brasileira de Educação. Nº 24. Set /Out /Nov /Dez, 2003.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; punctuation-wrap: simple; text-autospace: none; text-indent: 0cm;"&gt;FRIGOTTO, Gaudêncio. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A produtividade da escola improdutiva:&lt;/b&gt; um (re) exame das relações entre educação e estrutura econômico-social e capitalista. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; punctuation-wrap: simple; text-autospace: none; text-indent: 0cm;"&gt;MELLO, Guiomar Namo de. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Magistério de 1° grau:&lt;/b&gt; da competência técnica ao compromisso político. 10. Ed. — São Paulo: Cortez, 1993.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; punctuation-wrap: simple; text-autospace: none; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri;"&gt;NOSELLA, Paolo. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Compromisso Político e Competência Técnica:&lt;/b&gt; 20 anos depois. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 90, p. 223-238, Jan./Abr. 2005.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri;"&gt;SAVIANI, Demerval. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Escola e Democracia&lt;/b&gt;. Campinas: Autores Associados, 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri;"&gt;_________________. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Do senso comum à consciência filosófica&lt;/b&gt;. São Paulo: Cortez, 1986.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Calibri;"&gt;_________________. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Pedagogia Histórico-Crítica&lt;/b&gt;. Campinas: Autores Associados, 2002.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; punctuation-wrap: simple; text-autospace: none; text-indent: 0cm;"&gt;RODRIGUES, José. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A Educação Politécnica no Brasil.&lt;/b&gt; Niterói: Eduff, 1998a.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; punctuation-wrap: simple; text-autospace: none; text-indent: 0cm;"&gt;________________. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O Moderno Príncipe Industrial:&lt;/b&gt; o pensamento da Confederação Nacional da Industria. Campinas: Autores Associados, 1998b.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; punctuation-wrap: simple; text-autospace: none; text-indent: 0cm;"&gt;_________________.&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Nós, os educadores que amávamos a revolução:&lt;/b&gt; Origens, desenvolvimento e crise do campo Trabalho-Educação no Brasil, mimeo. 2006.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all" /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/cassandra/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/trabalhos%20apresentados/Gramsci,%20trabalho%20e%20educa%C3%A7%C3%A3o%20entrega.doc#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Conforme a tabela abaixo extraída de Rodrigues (2006):&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" o:spt="75" o:preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"/&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"/&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"/&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"/&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"/&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"/&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"/&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"/&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"/&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"/&gt; 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text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A violência urbana no Brasil só vira assunto internacional, quando o Estado perde o controle relativo sobre a situação. Mas isto, não é assunto recente no dia-a-dia da população das grandes cidades brasileiras. São dezenas de anos de miséria e banditismo nas favelas e comunidades carentes, onde coronéis modernos dominam a multidão assustada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O coronelismo, política instituída no Brasil desde a lei de Terras, garante a caudilhos brasileiro o domínio territorial e político de nichos rurais e urbanos. Geralmente se identifica esta política como típica do interior atrasado e não conseguem ligá-la ao domínio urbano de determinadas famílias em currais eleitorais nos bairros de subúrbio das grandes cidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nas favelas, o banditismo, não é diferente do antigo cangaço. Longe de serem heróis, eles reproduzem a realidade de domínio coronelista sem os requintes ideológicos da política burguesa. Como os antigos cangaceiros, estes bandidos atraem os jovens, revoltados com sua situação social. Este sentimento de revolta em conjunto com os ganhos financeiros com o tráfico são a combinação perfeita para o domínio ideológico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;E o Estado burguês? A violência estatal somente movimenta esta violência. Como não resolve os problemas sociais da sociedade capitalista, a repressão retira os bandidos de uma região ou de uma atividade criminosa para outra. Se violência e repressão resolvessem estes problemas, não seria na Ditadura Militar que surgiria o crime organizado no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os fatos que estão acontecendo no Rio de Janeiro, neste momento, são conseqüência da política puramente repressiva. As UPPs são aplaudidas por trazer a paz a determinadas comunidades, mas na verdade trazem a ordem burguesa – cobrança de impostos e serviços particulares, bancos etc. Além disso, a população pobre continua na mesma miséria de sempre, e os jovens seduzidos pelos ganhos no tráfico migram para comunidades de mesmo comando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O terrorismo que hoje se manifesta no Rio é nada mais que a reação violenta pela tomada de territórios de determinado grupo criminoso. E o Estado somente tem como alternativa mais violência. Em longo prazo, qual será a política do Estado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Somente a organização consciente do proletariado contra o Capital, este que organiza dos dois lados desta guerra sanguinária, é capaz de aplacar esta violência. Os sentimentos gerados pela ideologia capitalista são responsáveis pelas escolhas de milhões de pessoas que querem enriquecer de qualquer maneira. Solidariedade, companheirismo, comunidade são conceitos que não se encaixam numa sociedade em que reinam as ideologias da prosperidade, do egoísmo e da competitividade. Mas não basta a luta ideológica, através de discursos ou “educação do povo”, há de se construir uma alternativa real de sociedade, onde reine a igualdade. Para isso somente a luta direcionada contra o Capital e não contra os marginalizados pode resolver a situação. Por enquanto, enquanto não há forças para tal luta final, devemos construir organizações de trabalhadores para enfrentar estas situações de miséria, sem cair nos engodos burgueses. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Não há alternativa unicamente reformista, o Estado Burguês não pode e não quer resolver os problemas do proletariado. A luta revolucionária visa destruir esta estrutura que sustenta as desigualdade, e para manter a dignidade do proletariado até lá, lutamos por melhores salários, moradias dignas, pleno emprego, políticas educacionais e sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-2774635453620539566?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/2774635453620539566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/violencia-e-o-capital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/2774635453620539566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/2774635453620539566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/violencia-e-o-capital.html' title='A violência e o Capital'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-1105577935334150156</id><published>2010-11-10T09:00:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T09:00:14.734-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tipos de violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fromm'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola de Frankfurt'/><title type='text'>TIPOS DE VIOLÊNCIA: Fromm e Freire</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A sociedade industrial constrói barreiras e desejos antagônicos. Enquanto promove, ideologicamente, o consumismo, exclui a maioria da população das condições mínimas de bem-estar humano.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A reação a este paradoxo, socialmente construído, é a violência em diversas formas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O estudo de Fromm (1977) sobre as formas de violência deixa claro que a construção do caráter humano é, evidentemente, social. O Homem não é bom ou mau por natureza. E até mesmo, a definição de bondade ou maldade depende do ponto de vista. A burguesia vê maldade na revolta dos trabalhadores superexplorados, mas não vê maldade em sua exploração desumana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;violência recreativa&lt;/b&gt;, segundo Fromm (1977) é exercida como exibição de perícia, utilizadas desde os antigos jogos tribais e esgrimistas budistas zen. Até a violência recreativa, entretanto, que é utilizada desde os primórdios como forma de preparação do corpo e da mente, vem sendo desvirtuada e ganhando caracteres sádicos através de mitos de superioridade corporal e culto à força e ao corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A chamada &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;violência reativa&lt;/b&gt; - que é desencadeada por um contexto de opressão - sempre é a mais combatida, pois reflete a insatisfação com a situação que é imposta ao indivíduo ou a coletividade. Sobre a violência reativa Fromm diz:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Por este nome entendo a violência empregada na defesa da vida, da liberdade, da dignidade ou da propriedade – de si próprio e dos outros. Ela tem suas raízes no medo, e por isso mesmo é provadamente a forma mais freqüente de violência; o medo pode ser real ou imaginário, consciente ou inconsciente. Este tipo de violência acha-se a serviço da vida, não da morte; sua meta é preservar, não destruir. Não é inteiramente decorrente de paixões irracionais, mas até certo ponto de avaliação racional; por isso, também implica também certa proporcionalidade entre fim e meios. Tem sido sustentado que, sob um ponto de vista espiritual mais elevado, matar – mesmo em defesa – nunca está moralmente certo. A maioria dos que sustentam essa convicção, entretanto,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;admitem que a violência na defesa da vida é de natureza diferente daquela que visa a destruir por prazer. (FROMM, 1977. p.26)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Freire, em sua Pedagogia do Oprimido (2001, p. 46-49) faz uma análise da violência reativa dos oprimidos perante a opressão a qual estão submetidos na sociedade industrial. Nesta mostra como a violência das classes oprimidas nasce da extrema violência imprimida pelos opressores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Enquanto a violência dos opressores faz dos oprimidos homens proibidos de ser, a resposta destes à violência se encontra infundida no anseio de busca do direito a ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Os opressores, violentando e proibindo que os outros sejam, não podem igualmente ser, os oprimidos, lutando por ser, ao retirar-lhe o poder de oprimir e de esmagar, lhes restauram a humanidade que haviam perdido no uso da opressão. (FREIRE, 2001. p. 48)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A violência reativa, como não se baseia na realidade e sim nas construções mentais, pode reagir a manipulações da mente humana. Assim, “líderes políticos ou religiosos podem persuadir seus adeptos de que estão sendo ameaçados por um inimigo, e assim despertar a resposta subjetiva da hostilidade reativa.” (FROMM, 1977. p. 26) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Outra forma de violência reativa é causada pela &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;frustração dos desejos&lt;/b&gt;. Os objetivos e necessidades frustradas do ser humano o levam à agressão. A inveja e o ciúme são outras formas de frustração que também levam o Homem à violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Outro tipo de violência relacionado com a violência reativa, mas já um passo adiante na direção do patológico é a violência vingativa. Na reativa o fim é evitar a ameaça, e por isso essa violência serve à função biológica da sobrevivência. Na vingativa, pelo contrário, o mal já foi feito, e por isso a violência não tem função defensiva. Tem a função irracional de desfazer magicamente o que foi feito realisticamente.(idem, ibidem, p.29)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Uma forma próxima da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;violência vingativa&lt;/b&gt;, descrita por Fromm acima, é o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;desmoronamento da fé&lt;/b&gt;. Por diversos traumas, a criança pode perder a fé nos pais, no amor e na vida. Estas pessoas quando adultas tentam reencontrar a fé em outras pessoas (amigos, professores, ou amores) ou tornar-se cética e desapontada e cair nos braços de uma autoridade poderosa (Igreja, Partido ou chefe). No pior dos casos ela supera através do apego as coisas materiais (dinheiro, poder e prestígio)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas, segundo Fromm:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A pessoa profundamente ludibriada e desapontada também pode começar a odiar a vida. Se não há nada nem ninguém em quem se acreditar, se sua fé na bondade e na justiça foi apenas uma ilusão tola, se a vida é dirigida pelo Diabo em vez de Deus – então, de fato, a vida torna-se odiosa: não se pode mais tolerar a dor do desapontamento. A pessoa quer provar que a vida é má, que os homens são maus, que ela própria é má. O crente e amante da vida desapontado tornar-se-á, então, um cínico e um destruidor. Essa destrutividade é filha do desespero: o desapontamento com a vida levou ao ódio à vida. (id., ibidem. p. 31)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Outra forma de violência tratada por Fromm é a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;violência compensatória&lt;/b&gt;, na qual as pessoas impotentes, que não se acham potentes para construir, tendem a ser destrutivas. Este tipo de violência é mais patológico.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;“Essa violência é a violência dos aleijados, daqueles a quem a vida negou a capacidade para qualquer expressão positiva de seus poderes especificamente humanos. Precisam destruir justamente por serem humanos, por ser humano significa transcender a natureza da coisa, do objeto.” (id., ibidem. p. 33)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Próximo da violência compensatória, Fromm vê a essência do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;sadismo&lt;/b&gt;, cuja característica principal é o desejo de submeter o próximo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;No sadismo, conforme mostrei em O Medo à Liberdade, o desejo de infringir dor aos outros não é o essencial. Todas as diversas formas de sadismo que podemos observar remontam a um impulso básico, qual seja o de exercer domínio completo sobre outra pessoa, torná-la um objeto indefeso de sua vontade, tornar-se um deus dela, fazer com ela o que bem lhe der na veneta. Humilhá-la, escravizá-la, são meios para tal fim, e a meta mais radical é fazê-la sofrer, pois não existe maior poder sobre outra pessoa do que o de obrigá-la a suportar o sofrimento sem se capaz de defender-se. (id., ibidem. p. 33 - 34)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Este sadismo aparece amplificado no caráter necrófilo dos opressores – a burguesia. Segundo Freire, analisando a violência da opressão:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Esta violência, como um processo, passa de geração a geração de opressores, que se vão fazendo legatários dela e formando-se no seu clima geral. Este clima gera nos opressores uma consciência fortemente possessiva. Possessiva do mundo e dos homens. Fora da posse direta, concreta, material, do mundo e dos homens, os opressores não se podem entender a si mesmos. Não podem ser. Deles como consciências necrófilas, diria Fromm que, sem esta posse, “perderiam el contacto com el mundo.”&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/monografia%20p%C3%B3s/artigo%20VIOL%C3%8ANCIA%20E%20EDUCA%C3%87%C3%83O.doc#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Daí que tendam a transformar tudo o que os cerca em objeto de seu domínio. A terra, os bens, a produção, a criação dos homens, os homens mesmo, o tempo em que estão os homens, tudo se reduz a objeto de seu comando. (FREIRE, 2001. p. 50-51)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Além destes tipos de violência Fromm descreve a “sede de sangue”. Esta é a representação arcaica do sentimento de volta à natureza, onde matar passa a ser parte da vida. O homem torna-se um animal,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;cuja transcendência só se dá através do assassínio ou da própria morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all" /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/monografia%20p%C3%B3s/artigo%20VIOL%C3%8ANCIA%20E%20EDUCA%C3%87%C3%83O.doc#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Nota de Freire: Erich Fromm. &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-AR" style="font-family: Arial; mso-ansi-language: ES-AR;"&gt;El Corazón Del Hombre, Breviario. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;México: Fondo de Cultura Económica, 1967. p. 41. [Publicado no Brasil, FROMM, 1977. p.44]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-1105577935334150156?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/1105577935334150156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/tipos-de-violencia-fromm-e-freire.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/1105577935334150156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/1105577935334150156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/tipos-de-violencia-fromm-e-freire.html' title='TIPOS DE VIOLÊNCIA: Fromm e Freire'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-5493859213426565543</id><published>2010-11-03T07:29:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T07:29:10.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência escolar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência de classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fromm'/><title type='text'>VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO: um diálogo com Paulo Freire e Erich Fromm</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A violência escolar não pode ser vista fora de seu contexto social. Esta violência, vivenciada na escola, é reflexo da opressão social e suas seqüelas deixadas em nossa sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Todo discurso atual sobre violência encarna a visão dos opressores. O violento é o pobre marginalizado. O jovem proletário que se desviou moralmente dos princípios éticos burgueses é expresso como o marginal – o bandido. O jovem burguês que pratica atos de violência é visto como problemático ou embebido do espírito alegre e despreocupado da juventude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O mesmo acontece na operação inversa, a vítima da violência proveniente dos opressores é negligenciada, mas quando um pobre agride um rico, é pouco&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;qualquer tipo de punição – daí a defesa intransigente da pena de morte e de formas mais “firmes” de violência vingativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O sistema penal brasileiro, como o&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;da maioria absoluta dos países, reflete este desejo de vingança. Não se constroem presídios e reformatórios juvenis pensando na recuperação dos detidos, mas sim para privá-los da liberdade e excluí-los do meio social, como forma de vingança pelos crimes cometidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O crescimento do tráfico de drogas nas favelas e bairros proletários é manchete crescentemente nos jornais. Jovens, em busca do consumismo libertador pregado diariamente pelos veículos de propaganda burguesa, se entregam a uma vida perigosa – tornam-se necrófilos, como aqueles que veiculam os valores consumistas na televisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A indústria do tráfico movimenta milhões de reais, incitando a ganância e a formação de jovens cujo caráter é moldado pelo caráter mercantil, que antes pertencia somente à classe dominante. A elite do tráfico age da mesma forma que qualquer opressor, de maneira sádica e necrófila com os oprimidos. Usam os mesmos recursos de opressão da ação antidialógica, descrita por Freire (2001. p.157): conquista, dividir para manter a opressão, manipulação e invasão cultural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As pessoas que vivem nas favelas convivem com a dupla opressão: de um lado os “bandidos”, do outro lado o Estado – representado pela polícia, cuja única função é reprimir violentamente os oprimidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As políticas públicas, utilizadas pelo Estado como formas de diminuir a violência, são sempre ou opressor-punitivas ou alienante-paternalistas. Assim, temos: incursões violentas nas favelas, com mortes de vários inocentes; e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;programas para retiraram os menores das ruas, isto é, medidas pseudo-educativas, cujo único objetivo é ocupar o tempo de ócio da juventude proletária. Pois a construção de uma visão crítica da sociedade levaria estes jovens ao questionamento da atual sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O papel da Educação estaria em dar subsídios aos oprimidos para entenderem seu atual estado de opressão. A educação bancária, porém, que é a base da estrutura escolar atual, representa a estrutura dominante de dominação – reproduzindo o sadismo do opressor. Nesta, os alunos são reificados, impedidos de ser mais, críticos e criadores – são depósitos de conhecimentos sem sentido, sem ligação direta com suas vivências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A opressão, que é um controle esmagador, é necrófila. Nutre-se do amor à morte e não do amor à vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A concepção “bancária”, que a serve, também o é. No momento mesmo em que se funda num conceito mecânico, estático, especializado da consciência e em que transforma, por isso mesmo, os educando em recipientes, em quase coisas, não pode esconder sua marca necrófila. Não se deixa mover pelo ânimo de libertar o pensamento pela ação dos homens uns com outros na tarefa comum de refazerem o mundo e torná-lo mais e mais humano.(FREIRE, 2001. p. 74).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esta concepção de educação, que é opressora, leva a uma reação dos educandos. A escola passa a ser um apêndice do opressor. Conforme Althusser (Apud: LUCKESI, 1994. p.41-44) afirmava, a escola, nesta perspectiva bancária que criticamos, não passa de um aparelho ideológico do Estado. O Estado representa toda a máquina de opressão e dominação sádica que afeta diretamente os oprimidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Assim, a violência escolar pode ser uma violência reativa mal direcionada, impulsionada pela supressão dos direitos dos educandos (frustração de seus desejos e necessidades) ou, até mesmo, um desmoronamento da fé – causado pela situação de miséria, violência, abandono familiar e descaso governamental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A reatividade da violência escolar deve ser direcionada através da percepção crítica da sociedade. Com uma educação dialógica, os educandos passarão a ser parte da escola, e não submetidos a ela. A criação do diálogo amoroso entre educadores e educandos ameniza as contradições existentes entre as partes. Porém, vários fatores impedem ou atrapalham a implementação de uma educação humanista no sistema público de educação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O abandono da escola pública é visível. As instalações são antiquadas e sem recursos modernos – por vezes pichadas e sujas. Muitas vezes as escolas lembram mais presídios que espaços de socialização do saber&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e construção do conhecimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O currículo escolar também é antiquado e rígido. A escola não se adapta a realidade. E quando se adapta é para servir os interesses dominantes, nunca para construir novos conhecimentos, revolucionar. Ler a realidade atual deveria ser a primeira meta; depois, no mesmo movimento transformá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A formação do professor é outro fator importante. Num mundo em constante transformação, o ser humano necessita de constante contato com os novos conhecimentos construídos. A educação continuada e fóruns de trocas de experiências práticas deveriam ser base desta formação. Também se deveria investir na formação humanística do professor. Identificar e classificar os conhecimento de determinada área do saber, não garantem que se possa construir em conjunto com os alunos novos saberes. Entender a realidade dos educandos e saber construir em comunhão são pré-requisitos necessários para a formação do educador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A desvalorização do professor, e conseqüentemente da educação, é um grande empecilho ao desenvolvimento escolar no Brasil. Os educadores têm de trabalhar em várias escolas, em cargas horárias longas e desgastantes, deslocando-se entre vários locais. E, ainda assim, o salário dos educadores está entre os menores entre os dos profissionais de nível superior. A frustração profissional leva à depressão ou à agressividade. Alguns professores descontam sua frustração de forma violenta nos alunos – reprovações em massa, insultos, desamor. O Estado (não diferentemente dos donos de escolas particulares), trata o professor como um autômato, impõe regras, aprovações automáticas, currículos e cursos&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a revelia. Cada vez mais o professor é levado a agir sem motivação e sem amor, sendo absorvido pelo sistema sádico do opressor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Outro fator que impulsiona a violência escolar é a identificação do oprimido com seus opressores. A defesa das facções criminosas, de milícias ou da ação violenta do Estado é comum entre os estudantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Apesar de uma rejeição ao modelo de jovem burguês (o playboy, como é chamado), a maioria dos jovens proletários tem inveja deste modelo de jovem consumidor. Esta inveja impele atos violentos contra a alcunhada "classe média”&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/monografia%20p%C3%B3s/artigo%20VIOL%C3%8ANCIA%20E%20EDUCA%C3%87%C3%83O.doc#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que é vista como a&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;fração mais próxima deste símbolo opressor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Estes fatores levam as crianças e os jovens a uma constante agressividade. A maioria não se entrega ao banditismo, mas identifica-se com os atos violentos, admira aquele que é forte, valente, rico, durão ou autoritário. Em o Medo a Liberdade (1965), Fromm analisa a psicologia do nazismo, e constata que boa parte do proletariado apóia as teorias autoritárias de Hitler e sente-se segura sob a supressão da liberdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Muitas vezes, ouve-se discursos, sobre disciplina e violência escolar, acompanhados de soluções que somente alienam os estudante: castigos, suspensões, expulsões, gritos ou imposição autoritária da vontade do professor ou do diretor. Todas estas “soluções” levam a reatividade violenta do aluno. O aluno que se sente excluído se volta contra a escola, de forma legítima (violência reativa), pois esta é fonte de violência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Segundo Freire,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Não há educação sem amor. O amor implica luta contra o egoísmo. Quem não é capaz de amar seres inacabados não pode educar. Não há educação imposta, como não há amor imposto. Quem não ama não compreende o próximo, não o respeita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Não há educação do medo. Nada se pode temer da educação quando se ama. (FREIRE; SHOR. 1986. p. 29)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Porém em oposição a esta violência por parte da escola, o Estado impõe o imobilismo. A autoridade é retirada do professor, mas não colocam alternativas contra a violência diária. O professor é atado e responsabilizado pela indisciplina e pelo fracasso escolar. Nos momentos de formação ou palestras, a escola mostrada é ideal, sem nenhum resquício da realidade vivida pelo educador ou pelos educandos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sobre a questão da autoridade do professor, Freire faz a seguinte reflexão:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Para mim, o importante é que o professor democrático nunca, realmente nunca, transforme autoridade em autoritarismo. Ele nunca poderá deixar de ser uma autoridade, ou de ter autoridade. Sem autoridade é muito difícil modelar a liberdade dos estudantes. A liberdade precisa de autoridade para ser livre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O professor, segundo a concepção libertadora, nunca pode ser antagônico aos alunos, sob o risco de se tornar autoritário. Na análise de Fromm sobre o caráter autoritário, ele reforça a importância da autoridade, em oposição direta ao autoritarismo. Segundo Fromm (1965. 140), autoridade “refere-se a uma relação interpessoal em que uma pessoa vê outra pessoa como superior”. Para explicar esta relação de autoridade, Fromm (idem, p.141) dará o seguinte exemplo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Um exemplo mostrará o que tenho em mente. A relação entre o professor e o aluno e a entre o dono de escravos e seu escravo baseiam-se, ambas, na superioridade de um sobre o outro. Os interesses do professor e do aluno têm direção coincidente. O professor fica satisfeito se consegue aperfeiçoar o aluno; se não o consegue, o fracasso é dele e de seu aluno. O dono de escravos, pelo contrário, que explorar seu escravo tanto quanto possível; quanto mais tirar dele, tanto mais satisfeito ficará. Ao mesmo tempo, o escravo procura defender ao máximo seis anseios por um mínimo de felicidade. Estes interesses são decididamente antagônicos,pois o que é vantajoso para um prejudica o outro. A superioridade tem uma função diferente no dois casos: no primeiro, ela é a condição para o auxilio à pessoa sujeita à autoridade; no segundo, é a condição para sua exploração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A dinâmica da autoridade, nestes dois tipos, é distinta também: quanto mais o aluno aprender, menor será a distância que o separa do professor; ele ficara cada vez mais semelhante ao professor. Por outras palavras, a relação autoritária tende-se a desvanecer-se. Porém, quando a superioridade serve de base à exploração, a distancia vais-se intensificando em toda sua longa duração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Fromm deixa claro, posteriormente que esta relação não antagônica entre professor e aluno é ideal. Somente numa perspectiva realmente progressista pode haver autoridade sem autoritarismo. O diálogo e o amor são elementos essenciais para este tipo de relação antiautoritária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;A ESPECIFICIDADE DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na educação de jovens e adultos, a questão da violência ganha formas maduras. O aluno desta modalidade de ensino vivenciou diversas formas de violência e diversas formas de Educação, escolar ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Qualquer estudante deve e quer ver suas vivências sendo discutidas na escola. O jovem ou adulto têm uma necessidade muito maior, por causa do tempo de vida, de ligar escola e realidade. A concepção bancária de educação torna-se muito mais torturante nesta modalidade de ensino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os estudantes da Educação de jovens e adultos são: adolescentes excluídos do ensino regular, por indisciplina ou sucessivas repetências; jovens trabalhadores que deixaram de estudar para trabalhar ou pelos mesmos motivos dos adolescentes; adultos trabalhadores, excluídos, anteriormente, da escola pelos mesmos motivos dos anteriores ou por não terem acesso à escola no antigo lugar de moradia (migrantes), mas, hoje, geralmente entre os migrantes a exclusão escolar está associada à necessidade de trabalhar para sobreviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Há uma ou duas décadas, a maioria dos educando de programas de alfabetização e de escolarização de jovens e adultos eram pessoas maduras ou idosas, de origem rural, que nunca tinham tido oportunidades escolares. A partir dos anos 80, os programas de escolarização de adultos passaram a acolher um novo grupo social constituído por jovens de origem urbana, cuja trajetória escolar anterior foi mal sucedida. O primeiro grupo vê na escola uma perspectiva de integração sociocultural; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;o segundo mantém com ela uma relação de tensão e conflito aprendida na experiência anterior&lt;/b&gt;. Os jovens carregam consigo o estigma de alunos-problema, que não tiveram êxito no ensino regular e que buscam superar as dificuldades em cursos aos quais atribuem o caráter de aceleração e recuperação. Esses dois grupos distintos encontram-se nas classes dos programas de escolarização de jovens e adultos e colocam novos desafios aos educadores, que têm que lidar com universos muito distintos nos planos etários, culturais e das expectativas em relação à escola. Assim, os programas de educação escolar de jovens e adultos, que originalmente se estruturam para democratizar oportunidades formativas a adultos trabalhadores, vêm perdendo sua identidade, na medida em que passam a cumprir funções de aceleração de estudos de jovens com defasagem série-idade e regularização do fluxo escolar. (HADDAD;PIETRO, 2000. p.127 – grifos meus)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O perfil dos estudantes de EJA demonstra como é possível a potencialização dos conflitos já existentes no ensino regular. Como deixam claro Haddad e Pietro, a mudança de perfil dos estudantes também modifica a função e a estrutura da EJA na atualidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A identificação do oprimido com seus opressores é ainda mais visível na EJA. A maioria dos estudantes é adolescente que vive em favelas dominadas pelo tráfico de drogas. Escutam músicas que fazem propaganda do tráfico, da violência ou do machismo dominantes – funk, ou apologia ao consumo e a sexualidade ligada ao domínio econômico – Hip Hop norte-americano (um exemplo é o rapper Fifty Cent, cujo lema é “fique rico ou morra tentando”). A cultura dominante assume características populares, quando utilizadas para dominar as classes oprimidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Os valores também foram corrompidos. O caráter mercantil constitui a base ideológica dos educandos. A única motivação citada pelos estudantes é a melhoria das condições de vida pela obtenção de uma certificação. A educação é vista como trampolim econômico, para a melhoria financeira e adentramento no mercado de trabalho e, conseqüentemente, no mercado de consumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Neste processo, os estudantes procuram na educação simplesmente técnicas a serem aplicadas no trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como alternativa a esta tendência tecnicista incorporada ideologicamente pelos estudantes da EJA, Freire&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;afirma que “o educador libertador procurará ser eficiente na formação dos educandos científica e tecnicamente, mas tenta desvendar a ideologia envolvida nas próprias expectativas dos estudantes”. (FREIRE; SHOR. 1986. p. 86)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O caráter mercantil torna os educandos insensíveis aos outros educandos, principalmente os mais velhos. A alienação não permite que critiquem a função da educação ou a importância dos debates travados em sala de aula. O respeito pelo ser humano não existe. A imposição de sua presença é mais importante do que a fala de outrem – mesmo, se for a fala do professor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esta posição agressiva, que os estudantes se prostram, é vista por Shor (id. Ibidem) como uma rebelião estudantil&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/monografia%20p%C3%B3s/artigo%20VIOL%C3%8ANCIA%20E%20EDUCA%C3%87%C3%83O.doc#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Freire,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;em diálogo com Shor , reflete:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;A rebelião sem uma consciência crítica é quase uma explosão de impotência, e você a transforma numa consciência revolucionária, então, você tem uma reação e uma atitude completamente diferentes. Ela começa a relacionar dialeticamente a tática à estratégia. Começa a inserir sua ação dentro dos limites reais e das possibilidades reais da história, naquele momento. Muitas coisas se tornam possíveis a partir dessa transformação da rebeldia. (p.169)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O professor da EJA, deveria ter uma formação especial. Mas na realidade, a imensa maioria aprende a lidar com as adversidades através da prática.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As salas cheias, a diversidade etária e&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a agressividade amplificada pelos anos de exclusão dos educandos formam um turbilhão de dificuldades a serem trabalhadas pelo educador. Além das diversidades já citadas, ainda há jovens deficientes “incluídos” na EJA – disputando atenção em meio ao pandemônio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Cabe ao educador lutar contra o que lhe é imposto. Pois, deve-se ir de encontro às perspectivas pessimistas; segundo as quais, não há possibilidade de se construir uma educação libertadora dentro dos espaços institucionais. Assim Freire combate o fatalismo que está embutido na ideologia hodierna:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 26.95pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;No centro destas reflexões se acha a questão do fatalismo contra que lutei nos anos 50 e 60 nos programas de educação de adultos e alfabetização que condenei. Fatalismo que perdura nas áreas populares brasileiras intocadas ainda pela luta política e a que se junta a sua nova versão, a do fatalismo embutido na ideologia neoliberal. O que fala, por&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;exemplo, do desemprego no mundo como uma "fatalidade do fim do século".&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por isso é que não temo dizer que a educação de adultos de hoje, como a educação em geral na perspectiva progressista, tanto quanto ontem e por novas razões também, tem de continuar lutando contra as ideologias fatalistas. Daí, no começo da atividade do educador ou da educadora em relação com os educandos como na continuidade de sua prática, a necessidade da certeza por parte dela ou dele de que mudar é difícil mas é possível. (FREIRE, 2002 p.96)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A Educação de jovens e adultos foi construída, em nosso país, com o intuito de incluir adultos trabalhadores no mercado de trabalho. O movimento de educação popular dos anos 50 e 60 reverteram este quadro para a uma educação transformadora. A repressão dos anos de chumbo trouxe a alienação de volta a esta modalidade de ensino. A perspectiva progressista, no entanto, continua&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sendo deixada de lado, mesmo após a redemocratização (conservadora) do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11.0pt;"&gt;Creio que não será demasiado re-insistir em que a necessidade de um trabalho assim, conscientizador, se colocou à educação de adultos, numa perspectiva democrática, ontem, como se coloca hoje. O momento atual junta ao fatalismo tradicionalmente existente entre nós razões novas,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;embutidas no discurso ideológico neoliberal. Nos anos 60 os movimentos de esquerda reforçavam sua decisão pela luta na existência objetiva da miséria, da injustiça, da exploração. Nos anos 90, após a queda do socialismo autoritário, o discurso manhoso dominante não nega a miséria mas faz crer, com ares científicos, que ela é apenas uma fatalidade dos tempos ante o que é necessário para ciência. (FREIRE, 2002, p.99)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Hoje a educação de jovens e adultos, voltada também para os adolescentes, é institucionalizada. O direito a educação é quase&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;garantido, pelo menos, nos grandes centros urbanos. Mas, a principal lição que os movimentos populares dos anos 60 nos deixaram está quase esquecida: educação é um processo de conscientização das massas e não simplesmente acumulo de saberes pré-determinados pelos “mestres” do currículo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A não-problematização do mundo pelos educandos leva ao imobilismo e a perpetuação da ideologia dominante. Uma educação de jovens e adultos não engajada, não comprometida – nos termos debatido por Paulo Freire – está&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;fadada a reproduzir as contradições sociais de nossa sociedade e aumentar ainda mais a opressão sobre a maioria da população. Construindo, assim, um mundo ainda mais violento e cruel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br clear="all" /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/monografia%20p%C3%B3s/artigo%20VIOL%C3%8ANCIA%20E%20EDUCA%C3%87%C3%83O.doc#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Pela concepção marxista que adotamos neste trabalho, não existe uma “classe média”. O que é chamado de classe média é na verdade setores mais abastados do proletariado e parte da pequena burguesia, que na maioria das vezes está ligada ideologicamente aos opressores. Erich Fromm (1977) utiliza-se dos termos classe média e classe média inferior. O primeiro termo remete-se aos trabalhadores qualificados da Europa e dos Estados Unidos, que nesta época eram favorecidos pelo Estado de Bem-Estar Social. O segundo termo refere-se aos trabalhadores qualificados do terceiro mundo, que ainda não foram beneficiados pelas conquistas dos trabalhadores dos países desenvolvidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;  &lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Professor/Meus%20documentos/p%C3%B3s-gradua%C3%A7%C3%A3o/monografia%20p%C3%B3s/artigo%20VIOL%C3%8ANCIA%20E%20EDUCA%C3%87%C3%83O.doc#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Ira Shor é um educador progressista norte-americano que analisa o estado da educação dos E.U.A após a implementação das políticas neoliberais no governo de Ronald Reagan. Naquele momento os estudantes mostravam-se extremamente indisciplinados e agressivos. Os índices de violência escolar eram alarmantes. Hoje, nos EUA, há uma falsa ilusão de apaziguamento, pois a repressão à violência leva a fatos isolados mais graves como os retratados no documentário Tiros em Columbine.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-5493859213426565543?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/5493859213426565543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/violencia-e-educacao-um-dialogo-com.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/5493859213426565543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/5493859213426565543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/violencia-e-educacao-um-dialogo-com.html' title='VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO: um diálogo com Paulo Freire e Erich Fromm'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-7841786352120822136</id><published>2010-11-01T11:22:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T11:22:04.823-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alienação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='greve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='professores'/><title type='text'>Professores e a alienação</title><content type='html'>Não fazendo uma discussão filosófica sobre o conceito de alienação postei a seguinte provocação na comunidade de Concursos para o Magistério:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, muitos professores são completamente alienados, não conseguem enxergar que toda a realidade social está conectada por fios políticos.&lt;br /&gt;Assim temos educadores de origem popular que votaram no Serra, sempre se colocam contra as greves e sempre culpam o sindicato por tudo.&lt;br /&gt;O papel do educador é promover o debate, discutir o mundo, e para isso é necessário uma visão crítica. &lt;br /&gt;Então concordo com a máxima da educadora Maria Tereza Nildelcoff: “só existem dois tipos de professores: o professor sindicalista ou o professor policial”.&lt;br /&gt;Professor sindicalista não é aquele diretor ou filiado do SEPE, mas aquele que participa ativamente da transformação do mundo, aquele que não aceita a realidade de opressão e não é instrumento de opressão ou alienação de seus alunos. É aquele que se mobiliza que explica aos alunos os motivos da greve, e explica que a luta não é só por salário, mas por uma sociedade diferente: não só mais justa, mas realmente igualitária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-7841786352120822136?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/7841786352120822136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/professores-e-alienacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/7841786352120822136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/7841786352120822136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/11/professores-e-alienacao.html' title='Professores e a alienação'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-8964598078482134486</id><published>2010-10-30T11:32:00.001-07:00</published><updated>2010-10-30T12:46:44.920-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lutas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esquerda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voto'/><title type='text'>Em Tempos Sombrios, Tática Inesperada</title><content type='html'>Com a esquerda em refluxo, as alternativas se tornam escassas. Não há mobilizações em massa, não há partido revolucionário em construção, não há nem mesmo uma pequena vanguarda coesa.&lt;br /&gt;Neste mar de desalentos, pouquíssimos militantes de esquerda se aventuram no movimento sindicais e estudantes perante a imensa massa de manobra guiada pelos partidos que estão no poder.&lt;br /&gt;Os trotskistas puxam o voto nulo, mas não conseguem construir uma mobilização, nem mostrar-se como alternativa aos modelos dominantes. Serra e Dilma estão comprometidos com a burguesia é certo. &lt;br /&gt;Mas neste momento, nestes tempos sombrios,é preferível um governo liberal-populista do que um retorno a Era FHC. Cabe a esquerda se organizar para lutar. E não há como lutar com fome, desempregado, jogado no subemprego, etc.&lt;br /&gt;Não por convicção ou ideal, mas por tática (podem me acusar de taticista) voto em Dilma no Segundo Turno.&lt;br /&gt;Mas como tática é apenas uma etapa, no dia seguinte já estarei mobilizado para lutar para a construção de um governo dos trabalhadores, que não poderá vir através da democracia burguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-8964598078482134486?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/8964598078482134486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/10/em-tempos-sombrios-tatica-inesperadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/8964598078482134486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/8964598078482134486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2010/10/em-tempos-sombrios-tatica-inesperadas.html' title='Em Tempos Sombrios, Tática Inesperada'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-2924869943003781237</id><published>2009-12-31T08:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T08:13:06.852-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lutas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ano novo'/><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>Sempre ao aproximar-se um novo ano, as pessoas desejam umas as outras as mesmas coisas:&lt;br /&gt; Paz, saúde e prosperidade...&lt;br /&gt;Porém, como se chega a essas coisas? Quais são os meios necessários? Quais são os custos? Quais as conseqüências do meu benefício?&lt;br /&gt;Paz para quem? O prêmio Nobel da Paz mantém seus exércitos no Afeganistão, no Iraque e apóia ofensivas israelenses contra palestinos.&lt;br /&gt;Saúde de quem? A política atual favorece os empresários da “saúde” enquanto a grande maioria espera em filas um tratamento, que nem sempre é eficaz e as vezes nem chega.&lt;br /&gt;Prosperidade? Como falar em prosperidade num mundo onde mais de 80% da população vive na miséria e sustentam uma rica burguesia que usufrui a enorme mais-valia que é extraída da massa de proletários.&lt;br /&gt;Então, o que desejar para o próximo ano:&lt;br /&gt;Desejo um ano de lutas incansáveis;&lt;br /&gt;De força, de organização e vitórias do proletariado;&lt;br /&gt;De acaloradas discussões;&lt;br /&gt;De greves, passeatas e mobilização;&lt;br /&gt;De união dos trabalhadores;&lt;br /&gt;Que estas lutas possam trazer a paz da sociedade sem classes, e conseqüentemente o bem-estar de toda a humanidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-2924869943003781237?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/2924869943003781237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/12/ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/2924869943003781237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/2924869943003781237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/12/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-6009137644550026146</id><published>2009-12-03T15:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T16:04:40.783-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mestrado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alienação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marxismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência de classe'/><title type='text'>Introdução ao projeto de pesquisa apresentado à seleção do mestrado em educação-UFF</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alienação, Ideologia e Consciência de Classe: estudo da gênese de conceitos fundamentais do materialismo dialético para a educação e a pesquisa pedagógica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Educação é vista pela maioria dos pesquisadores da área como um processo que envolve dois momentos indissociáveis – ensino e aprendizagem. Na perspectiva aqui apresentada, a educação vai além deste binômio – é um processo de construção de conhecimento.&lt;br /&gt;O marxismo, ou melhor, o materialismo dialético, supera esta dualidade epistemológica da ciência pedagógica através do conceito de práxis, onde teoria e prática são pares no processo de transformação (do conhecimento e da realidade).  E nas ciências humanas, como a Educação, o homem é ao mesmo tempo sujeito e objeto da transformação e da construção do conhecimento.&lt;br /&gt;Nas discussões atuais sobre educação, muito se fala sobre Marx e o marxismo, no entanto, fica evidente uma multiplicidade de discursos – muitas vezes até antagonismos entre os intelectuais que se autodenominam marxistas. Alguns intelectuais negam o marxismo, mas citam e reivindicam teóricos explicitamente marxistas. As categorias e conceitos se misturam formando um ecletismo teórico e metodológico que em nada enriquece o debate teórico e educacional.&lt;br /&gt;Neste projeto pretende-se desvelar as influências e a metodologia do pensamento e da ciência (filosofia) marxista na pesquisa e na prática educacional. Para isso buscaremos evidenciar os principais conceitos marxistas, que se referem diretamente à construção do conhecimento e à educação.&lt;br /&gt;A perspectiva educacional marxista aponta para uma educação unitária, politécnica, onde se possa conjugar a construção do conhecimento e o trabalho – trabalho útil e criativo. No entanto, na sociedade burguesa, na qual estamos inseridos, o trabalho é alienado e a educação é uma face ideológica desta alienação.&lt;br /&gt;Assim – a partir de uma concepção marxista – não há como entender a relação trabalho-educação sem entender o conceito marxista de alienação. Não há como entender as políticas públicas e as teorias pedagógicas burguesas sem falar em ideologia. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a superação desta sociedade pressupõe a elevação da consciência do proletariado . O socialismo não se constrói de um dia para o outro. Consciência de classe é outro ponto crucial para entender o processo de construção de conhecimento verdadeiramente revolucionário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-6009137644550026146?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/6009137644550026146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/12/introducao-ao-projeto-de-pesquisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/6009137644550026146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/6009137644550026146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/12/introducao-ao-projeto-de-pesquisa.html' title='Introdução ao projeto de pesquisa apresentado à seleção do mestrado em educação-UFF'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-690427956044319377</id><published>2009-09-04T19:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T19:55:04.939-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='greve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunismo'/><title type='text'>Greve</title><content type='html'>A greve, desde os primórdios do capitalismo, é a principal forma de luta dos trabalhadores contra o Capital.&lt;br /&gt;Hoje, a desmobilização geral dos trabalhadores leva ao avanço cada vez maior de vitórias do capital.&lt;br /&gt;Enquanto houver classes, haverá luta de classes. E até que haja reação dos explorados, os exploradores elevarão ao máximo sua exploração... o limite do explorador é a última gota de sangue do trabalhador!!!!&lt;br /&gt;A luta por salário é condição para a manutenção da vida do proletário (sobrevivência) a luta pelo comunismo é condição para a emancipação do proletariado (pleno desenvolvimento)...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-690427956044319377?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/690427956044319377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/09/greve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/690427956044319377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/690427956044319377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/09/greve.html' title='Greve'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-1807360004198346732</id><published>2009-06-26T16:05:00.001-07:00</published><updated>2009-06-26T16:23:47.079-07:00</updated><title type='text'>CONHECIMENTO E CONSCIÊNCIA*</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A questão básica da visão epistemológica de Paulo Freire e de Erich Fromm está na premissa materialista dialética de que o conhecimento é construído socialmente, logo, nunca é neutro. O conhecimento, nesta perspectiva, é o desvelamento da realidade – associado,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;prontamente, com a conscientização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Assim Fromm define o verbo conhecer:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:4.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Conhecer começa com o destroçamento das ilusões, com o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;desilusionamento&lt;/i&gt; (&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Ent-tauschung&lt;/i&gt;). Conhecer significa penetrar através da superfície, a fim de chegar às raízes, e, por conseguinte, às causas; conhecer significa estar de posse da verdade; significa penetrar além da superfície e lutar crítica e ativamente a fim de se aproximar cada vez mais da verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A realidade, segundo esta premissa inicial, é objetiva, material. Porém, a ideologia faz com que esta realidade não seja percebida de forma clara pelos homens. Esta venda moral é chamada pelos pensadores marxistas de ideologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Erich Fromm analisando o problema da consciência em Marx afirma:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:4.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Em primeiro lugar, deve-se notar que Marx, como Spinoza e mais tarde em Freud, achava que a maioria do que os homens pensam conscientemente é uma percepção “falsa”, é ideologia e racionalização; que as verdadeiras molas mestras das ações do homem são inconscientes para este. Segundo Freud, elas têm suas raízes nos anseios libidinosos do homem; segundo Marx, em toda a organização social do homem que norteia sua percepção para certas direções e o impede dar-se conta de determinado fato e experiências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:4.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;É importante saber que esta teoria não pretende contestar a realidade ou o poderio das idéias e ideais. Marx fala da percepção, não das idéias. É exatamente a cegueira do pensamento consciente do homem que lhe impede de tomar conhecimento de suas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;verdadeiras necessidades humanas e de ideais nele arraigados. Só se a falsa percepção é transformada em verdadeira, isto é, só se tomamos conhecimento da realidade, ao invés de deturpá-la por meio de racionalização e ficções, podemos também dar-nos conta de nossas necessidades reais e verdadeiramente humanas. (FROMM, 1962. p.30-31)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Freire (1977), partindo da questão da consciência de classe analisada por Marx e Engels (1989), conclui que a tomada de consciência se desenvolve em dois níveis de consciência.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;O primeiro nível tratado por Freire é da consciência “semi-intransitiva” e o segundo é a consciência “transitivo-ingênua”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A consciência semi-intransitiva é a modalidade de consciência do oprimido que ainda está totalmente submerso na ideologia dominante. Segundo Freire (1977. p.73), sobre a este tipo de consciência:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:4.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Chamamos esta forma de consciência “semi-intransitiva”. Em sua quase imersão na realidade, esta modalidade de consciência não consegue captar muitos dos desafios do contexto ou os percebe distorcidamente. Sua semi-intransitividade envolve uma certa obliteração que lhe é imposta pelas condições objetivas. Daí que no seu “fundo de visão” os dados que mais facilmente se destaque sejam os que dizem respeito aos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;problemas vitais, cuja razão de ser, de modo geral, é sempre encontrada fora da realidade concreta. É que, a este nível de quase imersão, não se verifica facilmente o que chamamos de “percepção estrutural” dos fatos, que implica na compreensão verdadeira da razão de ser dos mesmos. Desta forma, a explicação para os problemas se acha sempre fora da realidade, ora nos desígnios divinos, ora no destino, ou também na “inferioridade natural” de homens e mulheres cuja consciência se encontra a este nível. (...) Sua ação tem caráter mágico-defensivo ou mágico-terapêutico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A consciência transitivo-ingênua é a consciência que surge com a emersão das massas populares. É a consciência em transição, de um estado de consciência de “classe em si”, que é ingênua – encoberta por mitos,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;para uma consciência de “classe para si” – com dimensão real da realidade social. Quando as classes dominantes percebem o surgimento de tal processo, agem violentamente, através de formas violentas de repressão – como foi o golpe de estado de 1964, no Brasil. Freire (1977. p.75) vê este processo da seguinte forma:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:6.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Desta maneira, a consciência transitiva emerge como consciência ingênua, tão dominada quanto a interior, mas indiscutivelmente mais alerta com relação à razão de ser de sua própria ambigüidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:6.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por outro lado, a emersão da consciência popular, mesmo ainda ingenuamente transitiva, provoca o desenvolvimento da consciência das classes dominantes. É que intransitividade ingênua anuncia, nas massas populares emersas, a constituição da consciência de classe dominada, com que se assume como “classe para si”. Desta forma, assim como há um momento de surpresa entre as massas populares quando começam a ver o que antes não viam, há uma correspondente surpresa entre as classes dominantes quando percebem que estão sendo desveladas pelas massas. Esta dupla revelação provoca ansiedades numa e noutras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A consciência de “classe para si” desenvolve-se na práxis, no momento em que a consciência transitivo-ingênua busca organização e parte para a luta. Na perspectiva marxista a prática e a teoria são parte do mesmo movimento – a práxis revolucionária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Assim não é possível se conscientizar, ou conscientizar alguém, estando fora da realidade prática. A visão teleológica das ciências é refutada por este tipo de visão gnosiológica. A inserção na luta e o compromisso, enquanto sujeito do processo, são condições a priori na construção do conhecimento crítico. Conhecimento acrítico, nesta concepção, é ideologia – não existe, é criado apenas como forma de dominação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:4.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Assim é que, enquanto a prática bancária, como enfatizamos implica uma espécie de anestesia, inibindo o poder criador dos educandos, a educação problematizadora, de caráter autenticamente reflexivo, implica um constante ato de desvelamento da realidade. A primeira pretende manter a imersão; a segunda, pelo contrário, busca a emersão das consciências, de que resulte sua &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;inserção crítica&lt;/i&gt; na realidade. (FREIRE, 2001. p. 80)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:4.0cm;text-align:justify;text-indent: 35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Por isso Freire chama a consciência dos recém-alfabetizados, nas letras e/ou na leitura do mundo, de consciência transitivo-ingênua. Pois, somente será uma consciência de “classe para si” no momento em que sirva para a transformação – na práxis revolucionária. A inserção crítica, que Freire trata, nada mais é que a práxis. Assim para Freire (idem. p. 83) a educação problematizadora “se funda na criatividade e estimula a reflexão e a ação verdadeiras dos homens sobre a realidade, responde à sua vocação, como seres que não podem autenticar-se fora da busca da transformação criadora”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;*Trecho de Meu livro:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3 style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size: 13.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-weight:normal"&gt;A Psicologia Social e a Pedagogia do Oprimido: confluências entre Erich Fromm e Paulo Freire, contribuições à análise social e à Educação de Jovens e Adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-1807360004198346732?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/1807360004198346732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/06/conhecimento-e-consciencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/1807360004198346732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/1807360004198346732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/06/conhecimento-e-consciencia.html' title='CONHECIMENTO E CONSCIÊNCIA*'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-6053350052946135111</id><published>2009-06-02T10:15:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T10:39:58.506-07:00</updated><title type='text'>Vanguarda? resposta a um tópico no orkut</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Vanguarda não é o mesmo que revolucionário. Os stalinistas e trotskistas, pseudo-leninistas, sempre caem no vanguardismo. Buscam as ilusões de uma vanguarda iluminada e pequeno-burguesa que guiara o proletariado pelas sendas da revolução.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O buraco é mais em baixo, não são as ideias que conduzem a matéria, como dizia o "velho barbudo alemão"(assim q minha filha conhece o Marx). A construção da luta do proletariado deve ser nas bases...&lt;br /&gt;Podem me chamar de obreirista, como dizia meu professor Marcelo Badaró Mattos. Mas ainda afirmo que através desses partidecos pequeno-burgueses,  o máximo que conseguiremos é eleger meia dúzia de parlamentares que mais tarde trairam os trabalhadores que os elegeram  - o PT está aí pra não nos deixar esquecer.&lt;br /&gt;No PSOL, o Chico Alencar se absteve na votação da Reforma da Previdência - obediência ao partido da traição - PT, que na época temia perder a linda legenda estrelada. A vanguarda é o partido que surge no processo revolucionário, enquanto a revolução não estiver em andamento, esta discussão pra mim é nula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-6053350052946135111?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/6053350052946135111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/06/vanguarda-reposta-um-topico-no-orkut.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/6053350052946135111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/6053350052946135111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/06/vanguarda-reposta-um-topico-no-orkut.html' title='Vanguarda? resposta a um tópico no orkut'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-2023112954111059574</id><published>2009-05-30T21:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T22:45:54.823-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fromm'/><title type='text'>novo livro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esquerda sempre vislumbrou a educação como uma forma de transformação, no entanto as formas são controversas e, por vezes, contraditórias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2008, tive a oportunidade de escrever uma monografia discutindo as posições de Erich Fromm e Paulo Freire, dois pensadores marxistas - que estão fora de qualquer discussão atual, no interior dos partidos de Esquerda. O que a esquerda ou pseudo-esquerda pensa disso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim publico meu primeiro livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://clubedeautores.com.br/book/1704--A_Psicologia_Social_e_a_Pedagogia_do_Oprimido"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Psicologia Social e a Pedagogia do Oprimido:&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;confluências entre Erich Fromm e Paulo Freire,&lt;br /&gt;contribuições à análise social e a Educação de jovens e adultos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-2023112954111059574?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/2023112954111059574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/05/novo-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/2023112954111059574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/2023112954111059574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/05/novo-livro.html' title='novo livro'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-3266530046913856973</id><published>2009-01-04T19:48:00.000-08:00</published><updated>2009-01-04T19:49:26.613-08:00</updated><title type='text'>A foice e o martelo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quase 20 anos após a queda do muro de Berlim e a desestruturação do socialismo real no Leste europeu. O mundo está pior ou melhor?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não me faltam argumentos para criticar o regime da antiga União Soviética. No entanto, percebo a falta de uma contra-hegemonia ao domínio dos EUA.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O veto de Bush, no conselho de segurança da ONU, demonstra o apoio dos EUA à ofensiva israelense contra os palestinos. E com os palestinos, quem está?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os Estados Socialistas, hoje, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;são fracos político e militarmente ou estão tão capitalistas que não se lembram de valores comunista ( como a solidariedade entre os povos oprimidos). Se bem que Capitalismo de Estado definiria melhor a China do que Socialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Temo pelo futuro, não importa se é um democrata ou republicano no poder do mundo, o que importa é que o monstro, apesar das crises, se mantém vivo, dominante e sozinho no alto do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O símbolo da oposição dos trabalhadores é objeto de museu e apareceu até no peito do direitista ex-prefeito do Rio, César Maia.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde está a Esquerda...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os jacobinos estão mortos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-3266530046913856973?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/3266530046913856973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/01/foice-e-o-martelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/3266530046913856973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/3266530046913856973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2009/01/foice-e-o-martelo.html' title='A foice e o martelo'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1288852580208577303.post-8016382122859074723</id><published>2008-12-29T17:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T14:29:13.147-08:00</updated><title type='text'>O que é esquerda hoje?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estamos num beco sem saída:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No Brasil, o grande Partido dos Trabalhadores está no poder!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, quem são os trabalhadores que este partido defende?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O PT está longe de ser um partido de esquerda, hoje ele está aliado a grande burguesia. Apenas mantém uma face populista, cujo símbolo é o presidente Lula...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então onde está a esquerda? Vou postar sobre isso nos próximos dias...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1288852580208577303-8016382122859074723?l=coreichacomunista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/feeds/8016382122859074723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2008/12/o-que-esquerda-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/8016382122859074723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1288852580208577303/posts/default/8016382122859074723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coreichacomunista.blogspot.com/2008/12/o-que-esquerda-hoje.html' title='O que é esquerda hoje?'/><author><name>Leonardo Coreicha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07630006924834847176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_BHtV-a6xrQY/SiCBlbHouaI/AAAAAAAAAA4/1HmwQeSSfss/S220/EU.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
